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Luciane Fochesatto: o bem-estar mora no equilíbrio das coisas e não nos extremos
2026-01-27
Para fortalecer os músculos é preciso treinar. Ser feliz não está muito distante disto. A analogia entre reforço muscular e a busca pela felicidade parece soar estranho, em um primeiro momento, porém seus princípios não diferem. Ambos os casos exigem esforço e prática. “As pessoas têm problemas, independente de sua condição social, idade ou profissão. É a forma como escolhemos lidar com eles que vai nos ajudar a administrá-los”, salientou a psicóloga e pós-graduada em Neurociência, Luciane Farina Fochesatto, durante a palestra “Felicidade é uma habilidade a ser construída”, realizada no Auditório Censi Florense do Hospital Geral (HG) na sexta-feira, 23 de janeiro. O encontro reuniu funcionários da Fundação Universidade de Caxias do Sul (FUCS) durante a programação alusiva ao movimento nacional Janeiro Branco, que visa a conscientizar sobre a importância da saúde mental e do bem-estar emocional. A diretora-geral do HG, Izar Muller Behs, e o diretor administrativo e financeiro da FUCS, Marcelo Faoro de Abreu, também prestigiaram o evento.
Embora em alguns rankings as doenças de transtorno mental tenham surgido como a terceira maior causa de afastamentos ou incapacidades temporárias, dados de 2024 do Ministério da Previdência Social no Brasil consolidaram a ansiedade e a depressão no topo da lista. A prevenção pode transformar essa realidade, mas sua efetividade depende de cada um. “Pedir auxílio não é motivo de vergonha. Identificar o que nos incomoda e nos faz sofrer para, assim, conseguirmos lidar com nossas perdas emocionais é um dos cuidados essenciais para a saúde mental”, disse Luciane, ao lembrar que o bem-estar ‘mora’ no equilíbrio das coisas e não nos extremos. “Preste atenção aos comportamentos de euforia ou apatia extrema”. alertou.

De onde vem a felicidade?

Luciane explica que o ser humano naturalmente tende a comparar-se entre si, acreditar que o colega está em melhor situação que ele próprio ou criar expectativas sobre suas ações ou àquelas voltadas para os outros. “Vocês já viram alguma publicação que expresse tristeza ou fracasso nas redes sociais”, provocou a palestrante, também autora do livro Descarte o que não soma…e seja feliz.
A profissional destacou que, segundo estudos de psicologia positiva e genética comportamental, 50% da felicidade de uma pessoa é hereditária, ou seja, metade de nossa propensão a sentir bem-estar é influenciada pela herança, que passa por gerações. O que não significa que há pessoas predestinadas a serem somente infelizes, não importa o que façam. Outros 40% se referem a atividades intencionais que buscamos fazer para nos sentirmos melhor ou mais satisfeitos, seja um hobby, um curso ou trabalho. E apenas 10% são provenientes de ações externas, como o lugar onde moramos, a roupa que vestimos, nossa estatura física ou situação financeira. “São nos 40% que devemos concentrar os cuidados com a saúde mental”, acrescentou Luciane.
A ansiedade, quando crônica, é um de seus principais vilões, afetando o foco, a memória e o sono, além de causar desgaste emocional e físico, acometendo principalmente mulheres e crianças. Portanto, o conselho é fazer uma tarefa por vez, sem deixar o sofrimento tomar conta. “O vitimismo é perverso em suas duas formas: a pessoa que se faz de vítima costuma ser centralizadora e está a um passo para aumentar seus níveis de ansiedade. Assim como sentir pena de alguém é um dos piores sentimentos que podemos ter, pois representa desacreditar da capacidade do outro”, pontua Luciane. A palestrante ainda enfatizou a importância de praticar a “higiene emocional”, ou seja: saber curtir o seu momento, separar um tempo para si e desenvolver o autocuidado.

Próxima palestra
O próximo encontro de Luciane com os funcionários da FUCS dentro da programação Janeiro Branco ocorre nesta quinta-feira, 29 de janeiro, às 14h, no auditório do Bloco H da UCS. Ela conduzirá a palestra Descarte o que não soma…e seja feliz.

Fotos: Bruno Zulian