Há quase uma década, o Hospital Geral passou a estruturar equipes para enfrentar eventuais casos de sepse registrados em pacientes. Dois times, um voltado ao atendimento pediátrico e outro para casos em adultos, concentram-se na qualificação da formação, no monitoramento de indicadores, na educação das equipes e na implementação de estratégias para o reconhecimento e tratamento precoce.
Para debater a importância de aprimorar o combate à doença, abordando temas como prevenção, reconhecimento precoce, tratamento, segurança do paciente e reabilitação, o HG promove em 14 de setembro, um dia após o Dia Mundial da Sepse, o I Fórum Regional de Sepse do Rio Grande do Sul. A programação e as inscrições, que são gratuitas, estão
disponíveis aqui
O evento, que será realizado em parceria com o Instituto Latino-Americano de Sepse (ILAS), vai reunir profissionais e equipes de referência para discutir e trocar experiências na prática assistencial.
O que é?
A sepse é uma resposta descontrolada do próprio corpo a uma infecção. Em vez de combater o agente infeccioso, o organismo reage de forma exagerada e passa a atacar os próprios órgãos. Dessa forma, pode ocorrer uma evolução rápida para uma condição grave e com risco de morte.
Segundo a Organização Mundial da Saúde, a sepse mata cerca de 11 milhões de pessoas por ano no mundo. Isso corresponde a uma morte a cada três segundos. É mais que o número de vítimas fatais da doença isquêmica do coração, principal causa de infarto e uma das maiores responsáveis por óbitos cardíacos, com cerca de nove milhões de mortes por ano no mundo.
O protocolo de cuidados praticado dentro do HG em casos suspeitos de sepse, chamado de “pacote”, é adotado em mais de 90% das ocorrências atendidas na primeira hora.
O roteiro determina a coleta de exames para identificar a infecção, a administração de antibióticos e a reposição de líquidos e de medicações que mantêm a pressão arterial.
A diretora executiva do HG, Danielle Meneguzzi, ressalta a importância da medida. “É um protocolo internacionalmente reconhecido. Quanto mais rápido e completo esse pacote de ações é executado, maiores as chances de sobrevivência do paciente”.